Marcha soldado

Por Leonardo Costa e Rafael Thomas

Com a dificuldade de inserção no mercado formal de trabalho e a atual crise brasileira, o militarismo pode ser uma alternativa.

É notável que o país passa por uma recessão econômica. Afinal, a crise tem estampado as páginas dos principais jornais do país e manchetes em todos os telejornais. Segundo dados do IBGE do mês de abril deste ano, são mais de 14,2 milhões de brasileiros desempregados. Este número é 14,9% superior ao último trimestre de 2016.

Com o mercado de trabalho cada vez mais competitivo é preciso estar atento às inovações tecnológicas e intelectuais. Estar pronto para as oportunidades é essencial. Para cada vaga divulgada, o número de candidatos é muito grande. Por isso, algumas pessoas decidiram por se dedicar a passar em um concurso público. E o número entre os jovens é cada vez maior.

Entre essas opções em busca de uma carreira estável encontramos o militarismo. Todos os anos as Forças Armadas abrem seus concursos para diversos níveis, patentes e idades, além do alistamento obrigatório para os rapazes que completam dezoito anos de idade. O trabalho junto às Forças pode ser efetivo ou temporário e entre uma das principais funções é garantir a soberania nacional do Brasil.

Os jovens são sem dúvida o grupo mais afetado com o desemprego. Assim, muitos deixaram de ver o alistamento militar como uma obrigação e passaram a enxergar como uma solução para a crise. Uma pesquisa feita por um jornal de grande circulação do Rio de Janeiro mostrou que no ano de 2012,52% dos jovens alistados mostraram o desejo por servir. Em 2013 o número aumentou para 58%. Em 2014 os números atingiram 60% e em 2016 a procura pelo alistamento voluntário chegou a 68%.

As Forças Armadas
O Exército, a Marinha e a Aeronáutica constituem as Forças Armadas do Brasil. São responsáveis pela execução da política de segurança nacional, em defesa da pátria, dos poderes constituídos, da lei e da ordem. O Ministério da Defesa é o órgão federal responsável pela sua direção e presa pela implementação da Estratégia Nacional de Defesa.

A hierarquia e a disciplina são consideradas a base para o desenvolvimento no âmbito militar. O respeito da estrutura hierárquica e às normas, nos faz entender a essência do lema “Ordem e Progresso” na Bandeira Nacional. A Bandeira do Brasil integra a lista dos símbolos nacionais das Forças Armadas, incluindo o Hino Nacional, as Armas Nacionais e o Selo Nacional.

Como e onde ingressar
A atuação militar pode abrilhantar as aspirações de jovens que almejam uma alternativa profissional segura e estável, agregada ao patriotismo. O ingresso nas instituições militares pode ocorrer por incorporação, matrícula ou nomeação a todos os brasileiros que estejam dentro dos requisitos estabelecidos pela correspondente força de interesse do cidadão brasileiro.

A primeira oportunidade de incorporação é com o alistamento obrigatório, para os jovens que irão completar 18 anos de idade. Outra oportunidade, são os concursos de admissão para compor o quadro complementar ou ingresso nas escolas preparatórias.

Segundo o Exército Brasileiro, existem três opções de ingresso, como: militar de carreira, temporário ou aluno do colégio militar. Para os interessados no militarismo de carreira é necessário participar dos concursos de admissão para as escolas preparatórias ou de especialistas como a EsPCEex – Escola Preparatória de Cadetes do Exército, ESA – Escola de Sargento das Armas e EsLog – Escola de Sargentos de Logística.

Já para o militarismo temporário, não tem como seguir carreira e o limite de permanência é de até 8 anos. Cada área de atuação tem os seus requisitos específicos, divididos entre os níveis fundamental, médio e superior. São 13 colégios espalhados no território brasileiro. O Colégio Militar do Rio de Janeiro (CMRJ) fica no bairro Maracanã e abriu o último processo seletivo de admissão entre os meses de julho e agosto.

Na Força Aérea Brasileira o ingresso é através dos Centros de Instrução e Adaptação da Aeronáutica – CIAAR, Academias da Força Aérea – AFA, Escolas de Especialistas de Aeronáutica – EEAR, localizadas em São Paulo e Minas Gerais. A duração dos cursos varia de acordo com a categoria escolhida. Os cursos e estágios de adaptação ou instrução variam entre 17 e 48 semanas. Os cursos de formação ou preparatórios variam entre 02 e 04 anos de duração.

As instituições militares divulgam em seus sites todas as informações referentes aos seus respectivos processos seletivos. De acordo com a idade e profissão, são disponibilizados exames de admissão para homens e mulheres, como militar de carreira ou temporário.

Não é só para os homens
Muitos imaginam que por ser um ambiente majoritariamente masculino, as mulheres não tem espaço nas forças armadas, ledo engano. As três forças oferecem diversas vagas para as mulheres. A Marinha do Brasil foi pioneira e comemora com orgulho o dia 7 de julho de 1980, quando foi promulgada a Lei que criou o Corpo Auxiliar Feminino da Reserva da Marinha (CAFRM).

O ingresso pode ser tanto pela carreira naval quanto pelo serviço militar voluntário. Para os que almejam entrar como oficiais podem escolher compor o Corpo da Intendência, da Armada, dos Fuzileiros, da Saúde, da Engenharia Naval e do Auxiliar. Como praças estão disponíveis o Corpo da Armada, Fuzileiro Naval e Auxiliar.

No caso do serviço voluntário temporário, as interessadas precisam ser maior de dezoito anos, ter mais de 1,55m e saber que servirá a corporação por tempo limitado de oito anos. As vagas oferecidas no exército por exemplo são de oficial, sargento e cabo especialista. Caso haja o desejo em seguir carreira, a mulher deverá prestar concurso público.

Outra corporação muito procurada pelas mulheres é o Colégio Naval feminino. No primeiro semestre de 2016, a Diretoria de Ensino da Marinha informou um concurso público para preencher 190 vagas. Outra opção é candidatar-se à Escola de Especialistas da Aeronáutica-EEAR. Este ano foram mais 400 vagas disponíveis para formação e estágio. A Escola aceita o ingresso de homens e mulheres, desde que cumpram os requisitos de inscrição, sejam aptos a permanecer em treinamento para os cargos e tenham concluído o ensino médio. Ao final do curso, o aspirante ingressa com a patente de sargento da Força Aérea Brasileira.

Como devo me preparar?
Para os candidatos só existe uma dica, estudar e estudar. Para os mais disciplinados existe a possibilidade de estudarem sozinhos ou através de aulas online pelo Youtube. Agora para quem não tem tanta disciplina ou precisa de um conteúdo mais reforçado, cursos preparatórios auxiliam os candidatos no caminho da tão sonhada aprovação.

Quanto mais cedo melhor. Uma boa dica para os mais jovens, que estão no ensino fundamental ou médio, é iniciar nos colégios militares. Esta base irá contribuir para os planos de carreira. O ingresso é feito por concurso público ou amparo regulamentar e são abertos anualmente. As inscrições já alcançaram uma média anual de 22 mil candidatos, segundo o exército. Com planejamento, disciplina e perseverança, aumentamos as possibilidades de sucesso.

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